domingo, 26 de maio de 2019

Uma coelhinha florida e imaginária que mora dentro de mim

Doce coelhinha que fotografou 
as flores que moravam em meu coração, 
sonhou um sonho de girassóis encantados, 
abriu portas mágicas para as músicas da floresta
e dos jardins de contos de fadas. 


 Oh doce coelhinha, 
faça-me acreditar que a vida ainda é canto florido, 
onde o coração pode repousar. 


És música de piano sonhadora que me faz dançar, 
pintada de aquarela em meu coração está, 
perfumada de eterna primavera minha doce coelhinha. 
Selvagem de pés na grama verde, jardineira, 
pegando uma bicicleta a entregar rosas poéticas.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Suspiro mágico do mundo das fadas



Oh quem dera eu pudesse dançar em um mundo de fadas! Dizem que as fadas são criaturas dançantes, e tudo no mundo delas parece dançar ao vento. Lá os passarinhos usam chapéu de pequeninos elfos e usam botinhas mágicas, eles não só voam com suas asas cheias de histórias, como sabem dançar por causa dessas botas, claro que elas são encantadas, porque no mundo das fadas tudo é encantado. Até as ratinhas usam vestidos de camponesa, costurados pelas suas mãozinhas habilidosas, dizem que no mundo das fadas todo mundo é um pouco elfo e fada na verdade, que há botinhas encantadas para todos e vestidos de camponesas penduradinhos nas árvores como que por mágica, você olha e de repente eles aparecem por ali. Oh os campos da terra das fadas se perdem de vista! Mas apesar do mundo das fadas ser feito de imensidão, ninguém ali se sente pequeno ou sozinho, e é fácil encontrar amigos distantes, porque os desejos se realizam com um simples pensamento, porque as fadas conseguem dar dons para os pequenos corações que se sentem tristes. Você consegue pisar nas ondas do mar em um suspiro de saudade do mar, e no mesmo dia ter uma aventura na montanha e se perder em uma floresta mágica. Tudo é um respiro mágico na terra das fadas, e quem me dera poder chegar até lá! Dizem que se você vai não sabe se volta, ou volta e fica esquisito para sempre, mas é porque quando você toca no reino encantado tudo muda, seu coração muda, ele não bate mais só Tum Tum, ele toca música, e é esquisito, é estranho viver com um coração musical da terra das fadas em uma terra que não é de fadas. Oh quem me dera mesmo ficando esquisita e com o coração musical, dar um pulinho no mundo das fadas e dançar com aquele passarinho élfico e com aquela ratinha camponesa. Oh quem dera! 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Coletes de elfos e sapatos de duendes de um delicado natal



“Há algo de delicado sempre no natal”, era isso o que dizia o bom urso. O dia do natal se aproximava e naquela manhã ele descia com a dona ursa as montanhas, os dois andavam e observavam o primeiro nevar. Ah que encanto trazia para o coração dos dois essa caminhada! Com seus coletes de natal eles cantavam, coletes estes feitos pelos elfos. Os sapatos foram feitos pelos duendes, pois os ursos eram amigos dos seres mágicos, e assim eles viviam sempre com os corações quentinhos comendo biscoitos com mingau e vendo delicadezas nas suas caminhadas, que não se fazia doer os pés por conta dos sapatos mágicos e que nem se fazia esfriar o coração por conta dos coletes!
Como era um tempo querido o natal, de era uma vez para sempre. As montanhas distantes dos ursos e seus passos na neve era como uma canção, como se de lá viessem as vozes da primeira canção das delicadezas. 

sábado, 20 de outubro de 2018

Para o dia das bruxas com solicitude


Tem momentos que somos feitos de sonhos, e tem datas que as portas mágicas ficam mais abertas dentro do nosso coração. E outubro é assim, janelinhas e portas abertas para os caminhos mágicos, e se você atravessar um portal de pedra adornado por flores e folhas, irá encontrar preciosidades feitas para sorrir.
Foi assim que perto do dia das bruxas passei nesse portal encantado, e vi cenas de aquecer o coração.
Vi a dona bruxa ursinha, que prepara no seu caldeirão o mais saboroso doce de abóbora da floresta, provei um pouquinho e posso assegurar: doce de abóbora melhor não há! Dizem que quem encontra tal ursinha volta mais doce para o mundo humano, pois doçura é mágica desconhecida, mas que ainda será descoberta como mágica, afinal na doçura muitas coisas se realizam.


Segui meu caminho e começou a chover, abri meu guarda-chuva, pois como sempre ensinou minha mãe, é bom levar o guarda-chuva quando pode começar a chover. Encontrei nesse trajeto chuvoso a sapinha bruxa, ela é pequena e não pode carregar abóboras gigantes, então ela carrega pitanguinhas que ela colheu na floresta de pitangas para enfeitar sua casa. Seu guarda-chuva é claro que é um cogumelo das fadas! Encontrar a sapinha é sinal de ternura, e ternura também é outra mágica em que as coisas dentro dela são mais fortes.


Continuando meu caminho encontrei a coelhinha bruxa que me convidou a colher abóboras e temperos para uma deliciosa sopa. Mais quentinha sopa nunca se viu. Quase anoitecendo foi um convite de bom sono, e é preciso bom sono para bons sonhos, pois mente cansada não trabalha realizações de amor. Então dormi nesse mundo encantado, fechei os olhos e foi só música encantada que cantou dentro de mim.


E é assim, tem momentos que somos sonhos e magia, atravessando portais infinitos dentro e encontrando solicitude, e agora que percebi a beleza dessa palavra.