domingo, 15 de janeiro de 2017

Coração de potinho



Meu coração é esse potinho
lá dentro mora uma nuvem e um passarinho.
Não há tampa para fechar,
a nuvem sempre sai para espiar o céu,
deslizar, chover e regar. 
E o passarinho bate as asas,
visita outros lugares,
voa em tantas árvores e florestas esquecidas.
Eles sempre voltam para repousar dentro de mim,
dentro do meu coração de potinho,
formando um pequeno ninho.
Sempre voltam para me trazer a floresta encantada,
a chuva perolada,
a música de outro lugar,
e a certeza de meu sonhar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Doce Fadinha



Não quero lhe incomodar
acendo em silêncio essa velinha
com o tamanho das pequenezas.
A luz é para ti fadinha
espero que goste dessas minhas delicadezas.
Tenho um desejo no meu coração
nos meus sonos e sonhos,
e quando escuto aquela canção.
Oh doce fadinha!
Será que você pode me ajudar
no caminho que quero encontrar?
Oh doce fadinha!
será que poderia me levar
para onde desejo estar?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Um desejo de natal



Desejo que o natal seja como aquele que lemos em uma história, imagine um pouquinho e volte a doçuras esquecidas, pregue meias costuradinhas com suas próprias mãos, desembrulhe um pisca-pisca colorido e estenda-o por um cantinho que possa iluminar corações. Coloque o gorrinho do papai-noel esquecido em uma gaveta, daqueles anos que cantou canções em coral, em uma sacada iluminando a rua de luzes e sons. Ajeite a mantinha azul delicadamente em ti, quando a chuva ou a neve (mesmo na imaginação) vier. Sonhe punhados de doces e sorrisos, e mais que importante, não se sinta sozinho, lembre-se da família pequenina em um doce burrinho, os animaizinhos, as estrelas, a simplicidade, acenda uma lamparina dentro e fora do coração, e pense que a vida um dia há de lhe dar uma estrelinha, um encontro, um caminho de amor.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Chuva de aquarela!



Com um pouquinho de aquarela nas mãos
e uma galocha vermelha nos pés,
coelhinho caminhou aquarelando todas as pequenezas
e imensidões.
Era assim pequeno seu coração,
suas patinhas tão singelas,
mas mesmo assim viajava longe.
As pequenezas o fazia grande,
o perto lhe fazia distante
e tudo se juntava assim,
em terna pintura de patinhas aquareladas.
E para terminar o dia de tão nobre caminhada,
coelhinho voou até o céu
aquarelando as nuvenzinhas que iam chover,
voltou ao chão e abriu seu guarda-chuva transparente,
e gotinhas de aquarela desceram do céu
molhando suas galochas,
colorindo seu guarda-chuva.
E pulando pocinhas de água colorida
o coelhinho voltou para casa.