segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Chuva de aquarela!



Com um pouquinho de aquarela nas mãos
e uma galocha vermelha nos pés,
coelhinho caminhou aquarelando todas as pequenezas
e imensidões.
Era assim pequeno seu coração,
suas patinhas tão singelas,
mas mesmo assim viajava longe.
As pequenezas o fazia grande,
o perto lhe fazia distante
e tudo se juntava assim,
em terna pintura de patinhas aquareladas.
E para terminar o dia de tão nobre caminhada,
coelhinho voou até o céu
aquarelando as nuvenzinhas que iam chover,
voltou ao chão e abriu seu guarda-chuva transparente,
e gotinhas de aquarela desceram do céu
molhando suas galochas,
colorindo seu guarda-chuva.
E pulando pocinhas de água colorida
o coelhinho voltou para casa.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Resenha do meu livro Fragmentos de Céu


A linda Kelly Siqueira Borges tem um blog lindo de resenhas de livros chamado "Livros e Afetos". Um dia ela comentou lá no meu blog e se ofereceu com todo coração e carinho para ler o meu livro e fazer uma resenha dele. E aqui está a resenha que ela fez, só tenho que dizer muito obrigada, é gratidão mesmo a palavra, pois é desses pequenos e grandes incentivos que se fazem os começos. Deixo aqui o link para vocês lerem a resenha dela, e assim conhecer um pouquinho do livro, e convido todos a conhecerem o blog dela, ler outras resenhas por lá e descobrir muitos livros! Muito obrigada mais uma vez Kelly!

Para ler a resenha e conhecer o blog da Kelly e só clicar aqui: Livros e Afetos

Para adquirir o livro em formato digital: Livro Fragmentos de Céu na Amazon


sábado, 19 de novembro de 2016

Estrelas, passarinho e um punhadinho de céu




Quando estava adormecendo,
algumas estrelas aproximaram-se de mim
com um punhadinho de céu.
Em uma mágica serena
as estrelas transformaram-se
em um passarinho
que me deu um par de asas estreladas.
Eu que não sou um ser voador,
voei ao encontro de mais estrelas
de mais punhadinhos de céu.
E ali onde adormeci,
ficou  um punhadinho de mim
e uma árvore azul nasceu.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Versinhos em papel de carta



Raposinha escreveu miudinho
versinhos soltos dentro de um papel de carta.
Em uma letrinha borrada, desenhou poesia.
Caminhou com seu precioso envelope em abraço.
Seus passinhos fizeram música nas folhas que caíam,
e seu narizinho sentiu o cheiro da chuva que logo viria.
Achou a caixinha de correios e o seu coração,
deixou ali a cartinha para os passarinhos
que buscariam os envelopinhos
logo pela manhã.