sábado, 6 de dezembro de 2014

Há em mim tanta distância


Fui caindo de pinguinho em pinguinho
como uma chuva no telhado
de uma casinha na montanha.
E o era uma vez fugiu das minhas mãos,
meu feliz para sempre é distante,
como a luz de uma estrela
que lá do passado veio.
Brilhando meus olhos
me fez partícula de luz,
como um pinguinho de chuva
da nuvem que espera o arco-íris,
do sonho que espera o sono,
da árvore que espera o passarinho
para poder voar.
E pingando em copos-de-leite
do sol do entardecer
escorro pelas flores
de casa de fadas.
Só espero o dia.

7 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

a imagem tão delicada, para palavras tão magoadas...

bom domingo

beijinho

:)

DE-PROPOSITO disse...

do sonho que espera o sono,

Eu direi: _do sonho que espera que o sonho se concretize.

BOAS FESTAS
Manuel

Vanessa Palombo disse...

Oi Gaby,

Fez da distância algo poético...

Bjos

Aline Teles disse...

Palavras doces sobre o pesar da distância. A imagem acompanhou lindamente esse "esperar". Beijinhos estalados.

Catarina Luna disse...

Tão doce, querida Gaby ❤️

Samuel Balbinot disse...

Boa tarde Gaby.. sempre a ler teus escritos vejo em vc um ar de menina.. de doçura que tua alma emana.. continue assim.. escreves lindamente.. bjs

Carmem Grinheiro disse...

Gaby,
Tão bela criação, esta. Um lamento tão sentido e depositado como uma gota límpida numa flor - assim, tão delicadamente confessado.
Tantas vezes o "era uma vez" foge-nos das mãos e o "feliz para sempre" encontra-se tão distante que nem o vislumbramos, sequer.

bjn amg