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terça-feira, 11 de novembro de 2014

No começo de uma manhã

Como pequeninos cristais a chuva caiu sobre mim. Amanheci com a grama toda verde das bênçãos da água, adornada com orvalhos brilhantes e silenciosos. A manhã tinha uma neblina suave e misteriosa, parecia até um pequeno vestígio de inverno em uma primavera que se faz muito quente logo pelas manhãs. Parecia um pouso, daqueles que chegam para acalentar e saem logo voando batendo as pontas das asas no nosso coração.
A grama continua como um cobertor verde tentando aliviar o cinza que cada vez mais colocam nas ruas, e lá na divisão delas, algumas flores amarelas balançam com o vento, parecem sonhar com campos imensos junto com o som dos passarinhos e o dourado do sol nas pétalas, com uma voz bela e forte, sendo ser, me salvando, deixando paz dentro de mim. Talvez elas saibam que meu sonho é o mesmo.
O começo da manhã consegue ser um tempo distante dentro de mim, que eu tenho tão perto. 


5 comentários:

Lucas - Blog: Overture disse...

Falaste dos pequeninos cristais e eu me lembrei da chuva da outra madrugada. Acordei, levantei-me da cama e fui vê-la. Sim, a manhã de chuva, neblina, pequenos vestígios de inverno no calor forte da primavera, todas essas nuances das estações são poéticas, inspirativas e paradoxais, fazendo mesmo com que estejamos muitas vezes nesse tempo distante dentro de nós que temos tão perto. Sabes o que é mais importante nessas horas? Companhia! Companhia! Beijosssssssssss

Washington Albuquerque disse...

Ai Gaby, eu li tudinho ouvindo uma música e aí vi a indicação da Cécile linda *.* A releitura foi mágica rs Parecia até fragmentos de momentos emocionais de animes, sabe? Não sei o motivo, mas me lembrou InuYasha, talvez a dinâmica do ambiente me fez viajar longe a ponto de chegar no desenho rs Tá, estou pirando errado aqui rs Ficou lindo seu texto amg, senti falta da pintura, estou acostumado eu acho, mas ficou lindíssimo <33

Aline Teles disse...

Depois de um longo tempo, estou de volta com o meu blog. E feliz de reencontrar o seu blog. Tu transformas as pequenas singelezas da natureza em pura poesia. Belíssimo texto! Beijos.

Graça Pires disse...

Lindíssimo texto. Falar da chuva como que sabe de paixões...
Beijo.

Cristiano disse...

De manha as coisas começam... pelo menos deveria. :)