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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Burrinho do Vilarejo


Prateadinho como a lua cheia,
Lá vai o burrinho do vilarejo.
Anda calmo e sem pressa,
Comendo as graminhas do campo,
Não levando nada nas costas
A não ser levezas.
Com seus passinhos pequenos
Acorda borboletas
Que pousam nas suas costas
E por muito pouco
Burrinho quase chega a voar.
Ah burrinho gentil!
Suave como a florzinha dente-de-leão.
Peninhas suaves moram no seu coração.

3 comentários:

Vitor Costa disse...

Que poema singelo e belo. Gostei bastante, lembrou-me de "O Burrinho Pedrês" de Guimarães Rosa.

Beijos

O Mundo Em Cenas

Washington Albuquerque disse...

Não sei se gosto mais das suas pinturas ou das suas palavras rs Há uma harmonia tão deliciosa nisto tudo e esse burrinho, ai déos *.* Ficou lindo, doce e sutil :D

xoxo

Graça Pires disse...

Um poema harmonioso e cheio de ternura.
Beijo.