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sábado, 10 de novembro de 2012

Vilarejo do gorro verde, 25 de novembro de algum ano


Joyce,

começou a nevar aqui hoje pela manhã, estão caindo do céu bolinhas brancas de neve a transformar o verde que estava em uma mansidão branquinha, algumas gramas verdes saltam por entre a neve, fazendo ficar aquele tapete branco com verdinhos aparecendo em muitos lugares, é uma visão acalentadora. E as árvores cheias de neve? Uma ternura que só.
Minha mãe fez uma torta de chocolate e um chá agora a tarde que deixou tudo ainda mais gostoso, logo quando eu sair para colocar sua carta na caixinha para o carteiro levar, vou fazer meu primeiro boneco de neve da minha vida, acho que foi um sonho ter mudado aqui para o vilarejo do gorro verde, quando chegamos, mãe, eu e Leandro, recebemos nossos gorros verdes de boas vindas, bem que disseram como seria lindo e quentinho usá-los quando começasse a nevar, até o Cinzento meu gato recebeu um gorro, tudo bem que ele nem gostou de usar.
O carteiro daqui tem uma bicicleta vermelha e usa uma roupa toda azul, ele leva as cartas das caixinhas para a central dos carteiros que fica na cidade, e de lá elas vão para seus destinatários, eu espero que a minha chegue para ti rapidinho, mal vejo a hora!
Uma pena que não poderá vir para cá agora nesse inverno e para o natal, mas fiquei feliz em saber que irás vir na primavera, com certeza irá ganhar um gorro verde e vai amar aqui, quem sabe possas vir a morar aqui também, ter você por perto ia complementar essa felicidade doce que sinto no coração, apesar de que me sinto bem com essas cartas, estar distante e poder escrever é um desses presentes bonitos que os anjos lá do céu nos deu, estar triste e ler uma história bonita também.
Eu estou me sentindo morando em uma história aqui Joyce, daqueles contos dentro de um livro macio, vermelho e grande que abrimos em cima da cama, que solta uma poeirinha que nos faz espirrar, e que não paramos mais de ler até a última estrela aparecer no céu.
As casinhas de madeira parecidas com flores na janela, a padaria com pãezinhos e doces, as lojas na redondeza cheia de lembrancinhas, e a biblioteca, ah a biblioteca! Precisas ver como é toda aconchegante, tem o desenho de um pássaro azul que parece mágico na parede, ela é toda de madeira, as estantes todas de madeira, e lá tem um bibliotecário que tem um cachorro que fica deitado no tapete perto dele, ele sempre está lendo um livro de aventuras. As montanhas ao longe, a brisa leve da manhã, os lagos, as árvores, os coelhos, os pássaros, as bicicletas das crianças. E o campo de margaridinhas? Quero ver como vai ficar agora nessa neve toda. 
Meu desejo é que minha carta lhe chegue e te faça sentir um pouquinho daqui, escrever para ti aquece o meu coração.
Agora vou levar sua carta na caixinha, levarei Cinzento também comigo para aproveitar a neve e me ajudar a fazer o boneco.

Com todo meu coração e o coração desse vilarejo mágico,
Serena.

9 comentários:

Pedro Luis López Pérez disse...

Has descrito en esta hermosa Entrada una bella Postal de Navidad, llena de Ternura, dulzura y blanca pureza, como los copos que caen del Cielo Azul.
Un abrazo.

*Escritora de Artes* disse...

Oi Gaby,

Que texto mais encantador menina, adorei!

Fiquei imaginando a neve....rs

Bjos

Bruna Araújo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruna Gabriela disse...

Lindo.
Viajei no meu imaginário!

BIA disse...

25 de novembro de algum ano é mesmo um dia belo, repleto de inspiração no qual a vida tem momentos inesquecíveis. *__*
Bjs :)

© Piedade Araújo Sol disse...

que delícia de carta.

beijo

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Diante
de palavras
tão ternas
e de uma história
tão bela,
o coração
parte em busca
dos vilarejos mágicos
onde os pensamentos
sempre habitam.

Que haja sempre
sonhos por sonhar.

Nina disse...

E qual o caminho que se trilha para morar em um lugar assim? Eu também quero.
Natal com neve... um sonho e tanto!
Abraços.

Lívia Inácio disse...


seus textos me dão saudade de coisas que eu não sei o que são... =)