sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Vendedora de Rosas.



Perto do vilarejo das montanhas da primavera existia uma mocinha muito pobre que vivia com sua mãe, uma mulher muito doente que não conseguia mais fazer quitutes para vender. Para ajudá-la, Victória como se chama a moça, saia todos os dias para colher as rosas mais bonitas do campo, para levar até ao vilarejo e até ao reino para vender.
Victória não gostava muito de colher as rosas, ela as achava tão mais belas no campo, mas sempre pegava algumas, afinal tinha que fazer algo para ajudar a mãe, tinha que ter algo para vender já que não sabia fazer quitutes como a mãe, e para os ingredientes não tinha dinheiro. Decidiu que ao menos seria bonito vender flores, mesmo que as pessoas se interessassem tão pouco e mal as comprassem, muitas vezes quando voltava para casa, ela trazia as flores que não havia vendido de volta, as colocava em um vaso com água, e as deixava na frente da janelinha surrada da sua casa.
Um dia estava chovendo muito, a pequena casa que Victória morava parecia balançar inteira, e sua mãe estava passando muito mal, a mocinha ficou com tanto medo, chorou, rezou, mas os anjos vierem buscar sua mãezinha. Quando amanheceu, o céu já não fazia mais chuva, e desconsolada Victória não conseguia acreditar como pudesse amanhecer tão bonito, sendo que seu coração estava doendo tanto.
Os vizinhos ajudaram fazer uma pequena cerimônia para sua mãe, e Victória se viu sozinha, sem destino e sem ninguém, dias passaram-se sem que ela saísse de casa, as rosas na água já murchavam, estavam como seu coração.
Porém, um dia ela teve que sair, estava com muita fome e já não tinha mais nada em sua casa, suas roupas estavam encardidas, precisava ir ao vilarejo e ao reino vender algumas rosas. Foi até o campo para apanhá-las, mas chegando lá se deitou sobre as flores e começou a chorar e disse para si mesma “Bem que eu poderia me transformar em uma fada e sair voando, sendo uma fadinha eu não precisaria mais vender rosas, não teria mais isso de ser pobre ou rica, sendo uma fadinha eu não me sentiria mais sozinha, e voaria perto do céu para ver minha mãe”.
Victória tinha visto uma vez uma fada pequenina com asas verde-água, ela queria ter asas daquela mesma cor que tinha visto naquela fada.
Não sei se o pedido de Victória foi por demais forte, ou as rosas que ela levou para vender aquele dia e que não havia conseguido eram mágicas, só sei que no amanhecer do dia seguinte, ela se transformou em uma linda fada com asas cor verde-água, de vez em quando saia para pegar algumas rosas, não para vender, mas para enfeitar janelas, para lembrar as pessoas do grande campo de rosas bonito para se ver,  quando voava no céu pertinho tentando ver sua mãe, e para enfeitar sua casinha de fada, quando recebia visitas de suas outras amigas fadas.

6 comentários:

O Profeta disse...

Vem escutar a música da noite
Vem sentir a vida num piscar de olhos…

Bom fim e semana

Mágico beijo

Wild Mermaid disse...

Que perfeição este texto!
Você deveria se tornar escritora!

*Escritora de Artes* disse...

Você já é uma escritora, e de primeira grandeza...

Adoro seus textos!

Bjos

Denise Portes disse...

Gaby,
Existe sempre uma doçura em seus textos que me deixa tocada.
Um beijo
Denise

Néia Lambert disse...

Gaby, você tem mesmo uma bela inspiração, aproveite bem esse lindo dom!

Beijos

Kamila Behling disse...

Lindo, como sempre.

Um final de semana de paz pra ti, lindeza!