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terça-feira, 15 de maio de 2012

Os Pensamentos de Tedy.


    - Muita neve não é Tedy.
    O cachorro como se quisesse falar algo apenas olhou de forma firme para seu dono que colocava seu casaco e suas enormes botas, Tedy já havia escutado várias vezes que seu dono precisava usar as botas para conseguir andar na neve grande, o cachorro se sentia confuso por que não precisava usar botas para andar na neve e nem casacos, quando seu dono estava pronto apenas pulava em cima dele o lambendo. A lambida seria uma pergunta ou um carinho? Não importa seu dono gostava e ele também.
     Era assim toda vez que a neve deixava tudo branquinho, sem coleira Tedy caminhava pela neve fazendo estripulias e seu dono caminhava em passos calmos e inteligentes para suas botas não se afundarem, outra coisa que o cão não entendia, já que nunca tinha se afundado na neve. Seu dono sempre gostava de passar perto de uma capelinha que ficava no caminho para a cidade, o cachorro e seu dono moravam num chalé simples e bonito perto da floresta e das montanhas e iam à cidade quase que todos os dias, eles adoravam aquilo, morar no meio do ar livre e ir à cidade de vez em quando e passar perto da capelinha, das árvores que mudavam a cada estação, passavam também perto de outro chalé onde tinha uma moça bonita que toda vez saia para montar um boneco de neve nesses dias de inverno, ela sorria para o dono de Tedy, coisa que ele não gostava por que não tinha namorada, mas bem que a moça bonita não era namorada, mas seus olhares não enganavam o cachorro.
     Na noite seu dono acendeu a lareira e começou a comer macarrão quentinho e Tedy sua ração costumeira, ele não gostava de olhar o macarrão, parecia ruim. Tinha vezes que seu dono colocava uma música ou ligava a TV em filmes.
      - Acho que o sono me pegou – dizia sempre quando ia se deitar e muitas vezes reclamava do colchão, coisa que também Tedy nunca entendeu por que adorava dormir no tapete e não sentia dores.
     Um dia a moça bonita foi almoçar e levou uma gatinha que o cãozinho não gostou e quase a atacou, isso rendeu umas broncas que o cachorro também não entendeu, afinal o que tinha de tão importante numa gatinha mimada? Mas logo o cão entendeu quando viu os lábios de seu dono e da moça bonita se tocando, ele estava gostando da dona da gatinha mimada.
     - Ela é demais Tedy.
     Foi a frase que o cachorrinho mais escutou nos dias seguintes e sorriu mesmo não abrindo a boca para seu dono, com um carinho na cabeça e colocando seu casaco novamente levou Tedy para um passeio no lago, o lugar preferido dos dois na cidade próxima, comeram pipoca e correram juntos, o dono estava feliz o que deixava o cão também, e Tedy começou a rever se não seria bom fazer amizade com a gatinha mimada, quem sabe poderia conversar com ela e mostrar a sua fala, coisa que nunca fez ao seu dono, pois, se fizesse certamente seu dono não acreditaria, então ele sempre conversava assim por pensamento, os dois continuaram a correr pelo lago, uma amizade tão verdadeira quanto os pensamentos de Tedy.

5 comentários:

*Escritora de Artes* disse...

Olá Gaby,

Viajei na sua história, adorei os pensamentos de Tedy...

Bjos

Jeff disse...

Rsrsrs...que história gostosa do Tedy!!
Gostei demais!

Abraço!

Néia Lambert disse...

Esse é um daqueles textos que nos transportam para o cenário da história. Amei!

Beijos

Ricardo Miñana disse...

Hola Gaby buena narrativa,
que tengas una buena semana.
un abrazo.

Denise Portes disse...

Gaby,
Você sempre deixa o meu coração melhor quando eu leio seus textos.
Um beijo
Denise