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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quando Aparecer.


Tudo parecia um grande silêncio
na minha procura
por sorrisos recíprocos.
Naquele momento,
tudo me pareceu um grande vazio,
na minha procura
por abraços que se devolviam
nos mesmos braços que abracei.
Tudo ficou parecendo
um banco solitário
em que as flores do último verão
caem.
Tudo se pareceu com ausências
de quem nunca se sentou
a olhar o mesmo pôr-do-sol
que eu.
Fugiram-se todas as presenças,
Como um gramado sem passos,
E eu fico ainda a procurar
Onde perdi tantas pegadas.
Tudo parece um grande silêncio,
Até que minha procura insiste
Em voltar.
Tudo parece um grande vazio
com aquele olhar que olhei.
Mudo os olhos,
ainda há silêncios,
ainda há não sorrisos,
não braços,
bancos vazios de flores,
eu me sento
ainda há...eu
para quando aparecer.
Ainda há.

6 comentários:

Iasminne Fortes disse...

"Fugiram-se todas as presenças,
Como um gramado sem passos..."

Quando li esse texto, me vi. Quem nunca teve essa sensação?
Mas, ainda há. E eu me vi novamente ;)

beijos!

Alexandre Pitta Guedes disse...

Fé :)
as vezes parece que a última gota se foi, que o dia amanheceu cinza e tudo era só um sonho mesmo...
mas as vezes... ah! as vezes ele é uma cachoeira dentro da gente!
Eu estou na época das chuvas rs
E no seu poema eu li ao menos uma garoa :)

Alexandre Pitta Guedes disse...

Fé :)
as vezes parece que a última gota se foi, que o dia amanheceu cinza e tudo era só um sonho mesmo...
mas as vezes... ah! as vezes ela*, a fé, é uma cachoeira dentro da gente!
Eu estou na época das chuvas rs
E no seu poema eu li ao menos uma garoa :)

AC disse...

Gaby,
Folgo que ainda haja, demasiadas desilusões podem ser o encerrar das mais delicadas janelas...

Beijo :)

Escritora de Artes disse...

Uma procura incessante por si mesmo...

Bjos

Alice disse...

Eu adoro fotos de bancos vazios, tudo parece sempre um grande silêncio me aquecendo por dentro...

Beijo linda Gaby!