segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Em busca da chuva.


Estava em uma sala, e não ouvia muitos murmúrios, a não serem aqueles presentes dentro do meu coração, quando entraram uma sequência de pessoas dizendo sobre chuva, que estava para chegar uma baita chuva, que iria cair um toró a qualquer momento. Foram falando as pessoas de chuva, e no exato momento que falavam li no livro que carregava em mãos que iria chover. “Que engraçado” pensei comigo.

Assustei-me quando entraram mais pessoas e me disseram dos trovões, puxa vida eu não estava ouvindo nada!
Sai da sala com uma sensação de que estava um tanto doida, ao olhar o céu não vi nuvem, vi azul, tão azul, como poderiam aquelas pessoas ficar dizendo que iria chover? Não havia vestígios de chuva, e eu andei um pouco mais para procurá-la, e nada.
Sentei-me perto de algumas árvores para buscar os cantos de chuva dos pássaros, e nada. Uma borboleta passou voando perto de mim, um vento sereno me aqueceu o rosto, o bem-te-vi soltou sua melodia de sol, e nada das nuvens que tanto falavam.
“Que estranho, que estranheza meu Deus!” pensei. Não vejo a chuva que estavam falando, como gostaria de encontrar a chuva que encontraram só para me certificar que não estou maluca. Mas eu não encontrei.
Tem dias que a gente não encontra mesmo, tem dias que o nosso coração quer que a gente só veja sol, azul, cantos de sol.

3 comentários:

@ Escritora disse...

Exatamente isso, tem dias que somos o sol no outro a tempestade...
Adorei o texto!

Saudações

d. disse...

aiiiiii, tem dia que o céu tá tão azul, mas tão azul que parece que foi pintado com aquarela!! que texto mais fofo, Gaby, como você! e essa caixinha da ilustração, que lindeza! é tua? você pintou? :)
vir aqui é um pedacinho de céu, sempre azul.

Alice disse...

Eu quero que você procure mais o sol, não a chuva. Linda!

Beijo e abraço carinhoso, meu pedacinho de azul, céu!