quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Casa na Árvore.


E quando você veio, em um dia que o céu estava tão cheio de nuvens com formas de pássaros e coelhos, eu sabia que era você. Tu Poderias dizer “mas que menina boba, quem olha para o céu quando conhece alguém?”, ou poderia perguntar por que eu olhava para as nuvens, mas não perguntou nada, não disse nada, encostou minha cabeça em seu ombro, e esperou todo o azul se transformar em fim de tarde, e quando olhei para seus olhos, eu vi todo o céu refletido neles, e já nem sabia mais para onde olhar, fiquei sem olhares diante de tanta coisa bonita.

E ficamos ali sentados perto daquela árvore, ao redor das pequenas coisas que aconteciam. Houve um dia que apareci com meu guarda-chuva vermelho, a chuva era tanta e mesmo assim a atravessamos, com aquela esperança de arco-íris, e lá ficamos perto da árvore, esperando que a chuva se fosse para vê-lo, persistimos, no primeiro dia ele não apareceu, nem no segundo, mas no terceiro lá esteve ele, nosso primeiro arco-íris juntos. E um primeiro arco-íris com alguém é uma coisa pra lá de especial. No tempo que ele demorou, dançamos na chuva, e você gostou do meu guarda-chuva vermelho, como quem gosta de um livro cheio de histórias.
E os anoiteceres de estrelas? E o dia que você também soube que minha bicicleta era vermelha? Você sorriu, e vimos que o céu também fazia tons de vermelho. Como nosso coração.
Um dia eu te perguntei:
- E se o tempo mudar tanto, que a gente venha a nem se reconhecer mais, a nem saber mais como ficar junto?
- Daremos um jeito de sempre encontrar os caminhos que nos leva um ao outro.
E fizemos ali uma casinha na árvore, como nos sonhos infantis, guardamos nela alguns momentos, e guardamos o endereço dentro do coração “árvore dos nossos dias, perto do céu”. Sempre que nos perdíamos, íamos para lá, e sentíamos que a gente nunca perde quando encontra de verdade alguém.

9 comentários:

Anamaria Lima disse...

feliz 2012 pra você !
estou seguindo seu blog (:

JasonJr. disse...

:D :D :D

Ana Raquel C. Proença disse...

as pessoas são guardadas...

Lívia Inácio disse...

quero acreditar nisso sempre, Gaby!

beijão

e um lindo 2012 pra vc ^^

d. disse...

que coisa mais linda, Gaby. quando eu era menor, já que n cresci muito, tinha vontade de ter uma casa na árvore... mas como morava em apt, fiz do meu refúgio um lugar mais perto do chão que do céu. me escondia no guarda-roupa, rsrs.

ah, meu nome é Débora. e não tem porque ficar com vergonha ^^

Kamila Behling disse...

Pequena, teu blog sempre faz jus ao nome.
=)

Beijos mil, e, um super feliz ano novo pra ti e os seus!
Fiques com DEUS.

O Cercadinho disse...

Seguido leio o teu blog, interessantes teus posts.
Te escrevo para divulgarmos nosso blog, ainda está em processo de expansão. Se quiser nos acompanhar e dar umas risadas: www.o-cercadinho.blogspot.com
Será um prazer te ter nos visitando lá. O que é O Cercadinho? Segue uma apresentação para te situares. Em cada relacionamento afetivo, os envolvidos ficam restritos a um espaço, O Cercadinho, onde acontecem as interações. Em algumas fases, está cheio de "queridas", mas em outros, quase vazio. O Cercadinho é o resultado das conquistas amorosas, onde cada um preenche à sua maneira e gosto. Pode ter o critério de cotas e uma de cada: loira, morena, mulata, ruiva e/ou japa. Com faixas etárias e tipos variados. Até monogâmico com apenas uma mulher selecionada.
Neste blog, somos cinco homens escrevendo relatos e histórias, sem pretensão literária sobre O Cercadinho. Heitor faz o estilo confuso e rebuscado. Apaixonante e cafajeste, este é Wanderlei. Já Cebola faz o estilo 100% sincero e sem rodeios. Seco, objetivo e um pouco bagual com sentimentos, assim é Iberê. E Marcão, bom, esse é trash total. Entre no nosso Cercadinho e boa leitura.
Iberê

Dois Rios disse...

Oi, Gaby!

Pois é, os amantes tendem a construir mundos particulares. É como se os dois estabelecessem um código ao qual só eles tem e terão acesso vida afora.

Beijo,
I.

Felicidade Clandestina disse...

quanta doçura :)

esses passarinhos estão lindos - beijo, moça passarinheira.