domingo, 11 de setembro de 2011

Cavalinho de Madeira.


Há tempos não via aqueles cavalinhos de madeira de balançar, não se lembrava se tinha balançado em alguns deles quando criança, aquele balancinho a fazia lembrar outras infâncias, outras moradas fora dela, e o que é mais bonito nisso tudo, é lembrar outras casas que não são as nossas, mas sabemos que aquele outro viveu e sorrimos por isso, quando é assim fica mais leve, sorrir pelo outro.
Passava na rua da biblioteca e a varanda daquela casa a chamou pelo olhar, e que os olhos pegaram foi um cavalinho de madeira vermelho com detalhes pretos e marrons, balançando não estava, apenas esperando a menina ou menino chegar ali e se imaginar o explorador e seu fiel cavalo, fiéis um ao outro sempre, ou apenas um passeio leve pelos campos mais distantes, cheios de amizade, girando o mundo com o coração. Sorriu de sua imaginação verdadeira, e caminhou pensando nos balançares que nunca teve e que a fazia do mesmo modo feliz.

2 comentários:

Dois Rios disse...

Oi, Gaby!

Tão lírico quantto lindo!
Creio que a forma mais delicada de se balançar seja através da imaginação.

Desculpe-me a ausência. Vários pepinos me obrigaram a dar uma pausa no blog, dentre eles, meu carro roubado. Mas já passou. Agora é torcer para que um cavalinho de madeira me chame pelo olhar.

Meu beijo,
Inês

d. disse...

Consegui estar nos lugares descritos no texto e, acredito, até agora sinto o vento nos cabelos e a sensação do sonho doce de imaginar desbravar todo um mundo. sem precisar sair do lugar.