domingo, 22 de agosto de 2010

Vida Poética.


Resolvera acordar cedo e ir até a janela e observar os girassóis da vizinha, ah que girassóis bonitos! Eram os mais lindos que já tinha visto e olha que não viu muitos, não havia visto muitas coisas, sua vida se encontrava naquela janela pequena daquela cidade imensa, sua rua cabia na palma da mão, seu mundo girava ali e não tinha jeito. Medo de sair e ver outros girassóis? Talvez sim, o problema é que nunca sabia se iria encontrar mais girassóis bonitos ou um amontoado de pedras selvagens deslizando de uma montanha altíssima, velozes e fortes, não sabendo a resposta ficava com a visão daquelas flores da vizinha do canteiro da calçada. O céu fazia chuva naquela manhã, ainda nenhuma gota tinha caído, mas pelo nublado não demoraria muito a molhar a todas as plantas, árvores e flores da rua. Entre as mãos aquele livro de poesias que ganhara daquela garoto, estava sentada escrevendo sua redação para a aula de português, pré-vestibular, e ele aparecerá com o olhar mais sereno do mundo e entregará em suas mãos os versos mais bonitos que já tinha lido, sabia descrever com exatidão o olhar daquele jovem e o a voz dele dizendo “A poesia torna a vida ainda mais bonita do que já é, ela torna até a dor bonita”. Que verdadeiro e bonito, aquele menino tinha um jeito poético até para falar, tornara ela poética também, aqueles girassóis que sabiam. Abriu o livro em uma página e sentou -se em sua cadeira, começou a ler os versos que ali estavam, os trovões cresciam, roupas no varal sendo retiradas, crianças jogando e brincando entrando para casa, naquela imensa cidade daquela rua pequena chuva iria cair, e caiu, ela colocara o livro para dentro e com todo cuidado se deixou molhar, os girassóis recebiam gotinhas, tudo parecia entrar para dentro, mas eles não, ela entrou rapidamente e nem ouviu sua irmã perguntando para onde ela ia, saiu com seu guarda-chuva colorido para fora, assim como todas aquelas plantas sentiria a chuva e navegaria naquelas poças que se formavam com as poesias em sua mente, faria um passeio pela cidade, o caminho podia ser cheio de pedras rolando, mas o caminho também tinha girassóis.

12 comentários:

Alice disse...

Os caminhos com pedras, você transformará em caminhos floridos, menina. Não tenha medo.

Michelle disse...

Gaby!
Que texto lindo!!!
E não é que ás vezes embora tenhamos medo de sair e ver outros girassóis`, a gente tenta...
E o melhor, a gente encontra além das pedras, os girassóis também!
Beijo grande!
Boa semana!

Pâmela Grassi disse...

Gaby,

Cá fico pensando. Porque de poemas são feitas as flores? Porque de flores são feitas as poetisas? Cá imagino que o segredo está nos cheiros cheirosos e inspirados que elas exalam, que chegam até nosso nariz e dão margem para abrir-se em poesia,

Beijos! adorei!

Mari Magno disse...

só falar de flores que tudo fica mais bonito!

queria um livro seu!
tem como?

Lívia Inácio disse...

Ownn!

Que fofo!

* Felicidade Clandestina disse...

Gaby,

obrigada pela doce visita :)

seja sempre bem vinda!!! Um beijo doce e de poesia!

Luciana disse...

Que meigo Gaby.

As pedras sempre aparecem,mas podemos retira_las
do caminho e assim continuar admirando a paisagem....
Bjinhos flor.

Você em Pauta disse...

Diante desse texto, me recordo de uma citação que um dia eu escrevi.....

"Hoje deus me visitou, colocou agua na flores, cortou os espinhos da rosas e se foi"

Halifas Quaresma disse...

Lindo...é como contar passo a passo do cotidiano de uma criança, vendo pureza em cada gota de chuva, ou em cada pétala.

Beijos.

Lucas Mesquita & Lívia Macedo disse...

tem selo pra você no meu blog.
Beijoos!

Pri C. Figueira disse...

Eu AMOO essa visão poética da vida que tens! Se cada um dia nós tivesse um pouco desse olhar acredito que tudo seria tão diferente...
As janelas seriam o lugar preferido de muitos.

Adoro passar aqui. Ah, obrigada pelo selo! ;)
Um grande beijo.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Sonhou com as imagens daqui? E eu sonhei um desenho de girassóis, vou já fazer! Grata querida!

Beijos