segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cartas de Amor.

Querido,

Digo pra você que tenho sonhado, digo que vou sonhar todos os dias, lembro- me vagamente de um sonho, estava eu a balançar num balanço feito de margaridas com um vestido amarelo até os pés, sentia o vento e sabia que era outono, embora eu não soubesse como tinha essa informação, é que tem certas coisas que não sabemos, só sentimos, as árvores ainda mais que eu sentiam, cheiravam à outono.O vento era a mão que me balançava, não havia ninguém junto a mim, algumas folhas estavam ao chão e eu queria pegá-las, comecei a andar então pegando uma por uma, depois não eram mais folhas, eram rosas, peguei algumas e logo elas também se transformaram e deram lugar a cartas escritas em uma caligrafia bonita que eu não conseguia ler por mais que visse as letras.As cartas sumiram e o vento voltou aos meus sentidos e ouvidos, o barulho das raízes, o som do lago distante e o balançar me chamando, sentei-me novamente e fiquei balançando.
Acordo e me deparo com um luar tão calmo e sereno e digo pra mim mesma que estas palavras são minhas, que precisava escrevê-las para que o vento invisível que me balançava tomasse forma, preciso entre folhas e rosas dizer que por pior que sejam minhas palavras e exemplos, eu quero muito que suas mãos completem com o vento invisível o meu balançar, eu te amo e sei que já não são mais épocas de cartas de amor.



Resposta:

Querida,


Seria estranho dizer que tive um sonho parecido, mas era eu que balançava algo invisível, e este balanço vazio me incomodava, como desejei que esse sonho alcançasse forma em seu decorrer, mas nada aconteceu, algumas folhas, rosas e cartas chegaram perto de mim, não consegui pegá-las. Esperei a companhia chegar.
Quando suas palavras chegaram esta manhã quase não acreditei que enfim meu sonho tomou forma e a encontrei, você que se sempre esteve aqui, a moça invisível que balançava comigo naquele outono sonhador.
Não me estenderei muito por que meus olhos não conseguem parar de ofuscar o papel, o brilho que sai de mim é gigante, que você colocou, e suas palavras e exemplos é o que mais me deixou admirado, por de certa forma serem os meus também.
Preciso então dizer que eu te amo e sei que são épocas de cartas de amor, que sempre são épocas de amor, sonhos e palavras com cheiro de árvores de outono.

8 comentários:

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

Cartas de amor
para mim são tão belas,
pois em nossas mãos,
acariciam a alma
e se eternizam em nossos corações,
falando se sentimentos
que nos justificam
e nos completam.

Que haja sempre em
teu coração espaço
para os sonhos.

Lalah Portela disse...

Gaby! Dediquei ao seu blog o selo de qualidade dardos! beijo grande

Eduardo Trindade disse...

Lembrei do Pessoa: "todas as cartas de amor são/ ridículas". E apesar disso nós as escrevemos, vivemos e sonhamos por elas e com elas.
Curiosamente, acabei de publicar um texto que também é uma "Carta", embora com um significado bem diferente.
Abraços!

Alice disse...

toda dia é dia de amor.
toda hora é hora pra falar de amor.
toda gente devia sentir e dar amor.

um beijo gaby!

Thainá Rosa disse...

"Preciso então dizer que eu te amo e sei que são épocas de cartas de amor, que sempre são épocas de amor, sonhos e palavras com cheiro de árvores de outono."

Lindo,lindo!
Seu blog é inspirador,me identifiquei tanto com tudo aqui,sabia?! *-*
Beijo!

Dois Rios disse...

Gaby,

O seu texto é pura poesia.

eu quero muito que suas mãos completem com o vento invisível o meu balançar, eu te amo e sei que já não são mais épocas de cartas de amor.

Absolutamente encantada!

Beijo,
Inês

Mari Magno disse...

que coisa mais bonita.
que seja sempre tempo pra cartas de amor!

tudo tão bonito por aqui.

ƸӁƷBeautiful Butterfly WomanƸӁƷ disse...

MENINA LINDA!!!OBRIGADA PELA SUA VISITA NO MEU CANTINHO.VOLTE SEMPREE!!!BEIJOS QUERIDAAA!!!