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domingo, 28 de março de 2010

O Coelho que escrevia cartas.


Vou contar uma história que vem lá dos cantinhos escondidos nas florestas que não conhecemos, se olharmos com carinho veremos que o mundo é esse punhado de páginas para se ler, essa imensidão de mistérios bonitos que não encontramos ou até encontramos mas não conseguimos enxergar, e é esse carinho do coelho Sebastian que talvez possa nos remeter a algumas fábulas existentes no nosso grande mundo de páginas e linhas que pedem para serem lidas.
Sebastian era um coelho diferente, ele sempre andava na maioria do tempo pensativo e olhando pro céu e para a grama, ele adorava as nuvens, ele corria como todo coelho e andava como um homenzinho, sempre que perguntavam algo pra ele relacionado a isso Sebastian era bem convincente: “Eu sou um coelho e amo ser um coelho”.
Nos dias de outono antes do inverno os animais se preparavam para a estação gelada, Sebastian como todos incrementava sua toca da melhor maneira que podia, alimentos e distrações para passar o tempo, o frio proporcionava um tempo extra para que ele fizesse o que gostava muito:Escrever cartas para seus amigos.Naquele inverno Sebastian juntou seus papéis de carta e começou seu trabalho com suas patinhas, bolinhos de chuva de um lado e um chocolate bem quentinho do outro, ao escrever ele sorria.Ao terminar as cartas ele as guardava em envelopes e as colocava numa caixinha, com os primeiros raios da primavera ele carregava a caixinha e de toca em toca, ninho em ninho, em cada moradia da floresta de seus amigos ele deixava uma carta, cheia de palavras de carinho, convidando seus amigos para contar histórias, para correr pelo campo, para comer cenoura, para saudar a primavera.Devido ao costume nobre do coelho de sempre escrever cartas para seus amigos e nunca esquecê-los mesmo no inverno, Sebastian ficou conhecido como o coelho nobre ou coelho feliz, e tantos outros nomes carinhosos, suas cartas e amizade chegavam aos animais que cada vez mais queriam fazer novos amigos e conservar sempre os que tinham.
A amizade preenchia aquele cantinho escondido numa grande floresta, no correr dos coelhos pelo campo se via como o correr junto já bastava para o conjunto, Sebastian ao correr com os amigos sentia ainda mais como era bom ser um coelho e escrever cartas, afinal ser pequenino nesse grande mundo em um cantinho escondido não era motivo para não ser grande, em qualquer canto a amizade é fundamental, é uma carta de sentimentos nobres, felizes e de imenso carinho.
E se você me disser que coelhos não falam, animais não falam e não escrevem cartas tudo bem, você pode até estar certo, mas só uma pequena pergunta, você já leu alguma vez as entrelinhas? Como eu disse no começo dessa história há muito nesse mundo que pede para ser lido.

14 comentários:

Andrea de Godoy Neto disse...

Gaby, eu posso ouvir tua voz (que eu nem conheço) narrando fábulas assim.Quando leio teus textos é assim que os escuto, narrados por tua voz doce...e adoro isso!

Menina, tu és um encanto!
beijos, beijos...

Pri C. Figueira disse...

Você sabe sou fã, dos seu textos da sua doçura...
Ahh aby que texto lindo, pela delicadeza das suas palavras e da mensagem tão sublime que ele passa!
Quem dera tivéssemos muitos Sebastian's ao nossa volta, que fossemos um, o mundo seria tão mais bonito não é mesmo!?
Mas o que é mais importante é que ele existe, é só olharmos nossos verdadeiros amigos e dentro deles e de nós há um Sebastian!

Lindo Gaby, lindo.

Um grande beijo.

Thais Michele disse...

Gaby 'A grande contadora de histórias'
é isso que irei ouvir daqui algum tempo, tenho dito!

Você relmente tem talento e está no caminho certo!!
beijoss amiga

Alice disse...

'o mundo é esse punhado de páginas para se ler, essa imensidão de mistérios bonitos que não encontramos ou até encontramos mas não conseguimos enxergar...'

Ai Gaby, você e sua simplicidade encanta e diz muito!

Beeijo

Vivendo na Eternidade disse...

As entrelinhas, Gaby. Você foi precisa ao citar esse "segredo" que muitas vezes fica escancarado sem a devida atenção de todos nós. A vida não possui receita onde há regras para se conquistar alguém ou para que haja uma convivência harmoniosa. Assim, temos liberdade para conquistar pessoas através de exemplos como sua história, que nos conquistou facilmente, como as cartas que Sebastian deixou a seus amigos. A vontade de voltar a escrever acaba de aumentar. Parabéns, grande abraço.

Alice/Carter.

Iasminne Fortes disse...

Gaby, te vejo escrevendo livros doces voltados pra nós sonhadores e crianças doces. Amei, linda =*

boa páscoa!

Impulsiva disse...

Gaby, sua doçura não tem limites...eu li as entrelinhas da sua fábula, fiquei mais alegre e esperançosa, deu até vontade de fazer como o coelho, rs.
Vi mais uma vez que a blogosfera é um mundo paralelo que é bem mais próximo e quente do que eu pensava...

Maravilhoso te ler!

Beijos e Feliz Páscoa...

Denise Portes disse...

Linda história!
Beijos, chocolates e feliz páscoa!
Beijos
Denise

Em que cidade você mora Gaby (curiosidade)?

Sabiana disse...

Ai, que lugar mais doce!
Virei seguidora.
bj, flor!

Débora Oliveira disse...

Você me dá um orgulho, como és doce, doce, doce e doce. Que nem o coelhinho Sebastian. Ah, flor é tão bom te ler, o tempo passa que nem vejo. Beijos!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

O que dizer deste texto:
fascinante.
São nas entrelinhas que estão
as melhores mensagens.

Que o amor tome sempre conta de ti

Rá ~° disse...

Tãooo docee *__*

sempre...SEMPRE bom passar por aqui!

beijo grande!

Dois Rios disse...

Oi, Gaby!

O que li nas entrelinhas é que você, tal qual o coelhinho Sebastian, é uma pessoa amável, gregária, atenciosa, que valoriza os seus amigos e preza a companhia deles.

Beijos,
Inês

Roberto Reis disse...

Muito Lindo esse texto, impossível não entrar dentro dessa atmosfera que você descreve com tanta simplicidade e com tanta emoção.

Meus parabens!

Se kiser visitar meu blog:

http://falandubaixo.blogspot.com/

Um abraço