segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bolinhas de Sabão.



Quando era pequena adorava soltar bolinhas de sabão, ia correndo atrás como se pudesse pegar uma carona dentro delas e sair flutuando pelo ar, só que as pequenas bolinhas de sabão eram frágeis e se desmanchavam rápido demais apenas com o leve toque da brisa, não iria muito longe dentro de uma bolinha de sabão. O seu gosto por fazer bolinhas voando pelo ar não parou, pegou outro gosto, ela mesma estourar as frágeis bolinhas, e um dia quando menos esperava as bolinhas acabaram, achava que era para sempre e quando viu não tinha mais bolinhas de sabão, já não cabia mais as bolinhas com tanta coisa pra se fazer.
Um dia quando já tinha se esquecido das bolinhas voando por seu sopro e apenas as guardava na lembrança se deparou novamente com elas, como nunca tinha deixado pra trás as verdadeiras sensações não pensou duas vezes e colocou-se novamente a fazer levitar seu sopro pelo ar, assim como se ela mesma levitasse junto suspirou muitas e muitas bolinhas. Sentiu que era preciso saber fazer com que tudo flutuasse ao seu redor, mesmo se desmanchando rápido ter o leve sabor de um pequeno voo era fundamental. Não abandonaria as bolinhas novamente.Nunca mais.

Soprava suspiros calados
Fazendo flutuar acima do chão
Um monte de sentimentos alados.
Suas pequeninas bolinhas de sabão.

11 comentários:

felipe disse...

Perfect como sempre *----*

Fabiana disse...

Sabe que eu gosto até hoje das bolinhas, fico encantada quando encontra uma criança fazendo na rua. Adoro as cores das bolinhas.

Pri C. Figueira disse...

Seu texto me trouxe recordações tão belas da minha infância...
Pena que esquecemos muitas vezes como é bom flutuar!

Lindo, como sempre!

Bjs

:DouG disse...

Muito bom Gaby. A realidade refletida em uma bolha de sabão tem as cores do arco iris.

: *

Thami disse...

E exitem pessoas tão delicadas, que podem mesmo soprar as bolinhas e fazer tudo ao redor flutuar.

(néé, Gaby?)

beijo da Thami do JPC ;)

Canteiro Pessoal disse...

Oi Doce Melodia !

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por caus
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!..."(Clarice Lispector).


Beijos mil linda e perdoe-me a falta do passar por aqui. Amo tanto seu espaço e letras que exprimem suavidade, coração de menina.

Priscila Cáliga

Priscila disse...

Awm, lindo!
Adoro bolhas de sabão *-*

Claudia Bittencourt disse...

Tbm adoro bolinhas de sabão =)
são tão simples e tão significativas né?
beijos

Thais Michele disse...

Adorei...
adorava fazer bolinhas de sabão... e até hoje faço
lindo texto
beijo

Jairo Souza disse...

Quantas coisas carregavam essas bolinhas em Gaby! Linda reflexão! Abçs!

Rasura Excessiva disse...

te imagino em todos os textos...como se cada palavra formasse um desenho de cada cena descrita.

Beijoooss Gaby